São Luís! Até quando a população ficará sem coletivos e à mercê de grevistas e autoridades?

A covardia das autoridades em defender os direitos da população e se esconder como se não tivesse um mínimo de responsabilidade na greve dos empresários e rodoviários, está estampada na Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos – MOB, instituição vinculada ao Governo do Estado e responsável pelos serviços de transportes coletivos entre os municípios da Região Metropolitana – São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. O momento é sério e exige um posicionamento do governador Flavio Dino, que deveria dar uma trégua para o presidente Bolsanaro e prestar a devida e necessária atenção as suas responsabilidades como gestor público para o problema sério dos transportes coletivos.

Entende-se que diante da grave dimensão que está tomando a greve de empresários e rodoviários, as diferenças políticas devem ficar de lado com união de esforços entre os poderes executivos e legislativos municipal e estadual, o ministério público e o judiciário do trabalho para que juntos com os grevistas busquem uma solução para o problema, que tem sido perverso e excludente para os pobres que precisam do pão de cada dia, principalmente no momento em que a fome se alastra no Maranhão.

O prefeito Eduardo Braide pelo menos apresentou uma proposta de auxilio emergencial para passagens de usuários e se prontificou em fazer adiantamento financeiro para os empresários honrarem pendências com os rodoviários, que não foi aceita, uma vez que na realidade as duas categorias estão empenhadas e radicalizando inclusive com a greve geral pelo reajuste de tarifas, o que está sendo descartado pelo prefeito.

Empresários e rodoviários estão apostando todas as suas pretensões no dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, em que poderá haver um percentual de reajuste para as tarifas de coletivos, sob o argumento de reposição muito bem menor das pretensões dos grevistas diante das defasagens, decorrentes dos constantes aumentos dos combustíveis e peças de reposição.

A verdade é que empresários e rodoviários extrapolaram as suas pretensões, deixaram de honrar os 30% que estabelece a lei de greve e desafiaram a Justiça do Trabalho, quando não tomaram conhecimento de três liminares para a colocação em circulação de 90% da frota. Perante a opinião público, empresários e rodoviários já sofrem desgastes sérios e devem enfrentar denúncias diárias em redes sociais e aos órgãos de controle sobre os seus serviços altamente deficientes todos os dias.

Fonte: AFD

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